Classificação, manuseio e tratamento de RSS

Aqui, clientes e demais interessados pelo cuidado correto de Resíduos de Serviços de Saúde tem informações sobre a classificação, manejo e tratamento dos resíduos desde a geração até a destinação final.

Descarte correto
 
DESCARTE DE RSS
O descarte incorreto do RSS pode acarretar grandes prejuízos à saúde e segurança de todos. Por isso acondicione os resíduos segregados, em sacos ou recipientes que evitem vazamentos e resistam às ações de punctura e ruptura. Atente-se à capacidade dos recipientes de acondicionamento que devem ser compatíveis com a geração diária de cada tipo de resíduo.

 

A CRS faz a coleta de resíduos hospitalares nas clinicas médicas, odontológicas, farmácias e outras empresas que possuem resíduos infectantes. Cada tipo de resíduo é dividido em quatro grupos de A a E, de modo que devem ser embalados corretamente para que nossos coletores possam coleta-los. 
 
GRUPO A
São resíduos infectantes, que apresentam perigo maior, devida concentração de agentes biológicos: amostras de sangue, recipientes quebrados. Devem ser embalados em sacos brancos e substituídos 1 vez a cada 24 horas ou de acordo com a quantidade de resíduos.
 
​GRUPO B
São resíduos químicos que podem ser um risco a saúde e ao meio ambiente, devido o conteúdo tóxico e inflamável: como pílulas hormonais remédios para dor. Devem ser conservados nas embalagens originais com cuidado, separando-os, para não causar uma reação química. 
 
​GRUPO C
São resíduos que contem radiatividade, resultado de atividades humanas. Como radiografias, analises de laboratórios e radioterapia. Os sólidos devem ser embalados com caixas forradas com cacos plásticos resistentes e os líquidos com caixas com estanques para não haver risco de vazamento.​
 
GRUPO D
São resíduos, que não apresentem nenhum perigo para o meio ambiente. Exemplo: Resíduos de banheiro, restos de comida e outros que não são classificados como perigosos. Os resíduos do devem ser acondicionados em sacos plásticos resistentes azuis ou pretos, conforme orientações dos serviços locais de limpeza urbana.
 
​GRUPO E
São resíduos cortantes e perfucortantes. Como lâminas de barbear, agulhas, ampolas de vidro, brocas e bisturis. Os resíduos desse grupo devem ser descartados imediatamente no local depois de usar em recipientes, rígidos que não quebrem com identificação, sendo proibido o reaproveitamento. As agulhas descartáveis devem ser desprezadas juntamente com as seringas, quando descartáveis, sendo proibido a sua retirada manualmente.
DESCARTE DE MEDICAMENTOS
O descarte indevido dos medicamentos pode contaminar a água, o solo e os animais, além de oferecer risco à saúde humana, por isso estes resíduos merecem um cuidado especial. Essa coleta diferenciada é feita por veículos que posteriormente encaminham o material para usinas de tratamento de resíduos para serem incinerados.

 

O descarte correto deve obedecer à coloração dos sacos e identificação do material. Os sacos brancos são utilizados para infectantes, já os laranjas para resíduos do grupo B, os chamados químicos. De maneira geral o material deve ser acondicionado baseado em suas características no intuito de evitar rompimento, vazamento, e com capacidade volumétrica compatível com o material descartado.

 

No ambiente doméstico os medicamentos não devem ser jogados no lixo comum, no ralo da pia ou no vaso sanitário. A população pode levar suas embalagens de remédios e medicinas vencidas até uma Unidade Básica de Saúde ou em drogarias que fazem a coleta desse material e solicitam a retirada pela CRS posteriormente.

 

 

DESCARTE CORRETO DE PERFUROCORTANTES
A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) classifica como Grupo E os resíduos que são constituídos por materiais perfurocortantes, como por exemplo, os objetos e instrumentos que contenham cantos, bordas, pontos ou protuberâncias rígidas e agudas capazes de cortar ou perfurar.

Em outras palavras, podemos entender como Grupo E (ou o grupo dos materiais perfurocortantes): as lâminas de bisturi, lancetas; micropipetas; lâminas e lamínulas; espátulas; e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta sanguínea e placas de Petri), lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, pontas diamantadas e outros similares com potencial de perfuração ou de corte.


DESCARTE
Todos os materiais perfurocortantes devem ser descartados no local em que foram gerados, separadamente e de maneira imediata após o seu uso, sempre em algum recipiente específico para esse uso, rígido e resistente a vazamentos e rupturas e ao processo de esterilização.

SINALIZAÇÃO
Esse recipiente também deve contar tampa forte e segura e, na sua parede externa, deve constar inscrito o símbolo internacional de risco biológico, juntamente com a palavra “PERFUROCORTANTE”, e ainda, dependendo do tipo de material descartado, a sua especificação relativa quando esse for químico ou radioativo.

É importante ressaltar que esses recipientes não podem ser reaproveitados após seu esvaziamento. Em geral, os recipientes coletores, quando desenvolvidos para utilização em serviços de saúde, tem a capacidade de armazenamento em torno de 3 a 13 litros, e deve possuir desconectador de agulhas.

Outro fator importante destes recipientes é o seu volume de preenchimento, que por medidas de segurança, deve ser de somente 2/3 da sua capacidade total. Depois eles devem ser colocados próximos ao local onde foi realizado o procedimento.

De maneira geral, o armazenamento temporário, seu transporte interno e também o armazenamento externo destes resíduos podem ser feitos nos mesmos recipientes utilizados para o Grupo A (grupo dos resíduos que possuem a possível presença de agentes biológicos – com risco de infecção).
ETAPAS DO RECOLHIMENTO DE RSS
O gerenciamento dos RSS é importante para a redução dos possíveis riscos à saúde dos seres humanos e também ao meio ambiente. Este gerenciamento é realizado com um conjunto de ações que tem seu início no manejo, onde é feita uma segregação adequada dentro das unidades de serviços de saúde, visando à redução do volume de resíduos infectantes. Dentro deste manejo existem etapas:
 
Segregação: feita através da separação dos resíduos no instante e local de sua geração.
 
Acondicionamento: embalar em sacos impermeáveis e resistentes todos os resíduos que foram segregados segundo suas características físicas, químicas e biológicas.
 
Identificação: indica os resíduos presentes nos recipientes de acondicionamento.
 
Armazenamento temporário: acondiciona temporariamente os recipientes onde estão contidos os resíduos, próximo ao ponto em que eles foram gerados.
 
Armazenamento externo: guarda dos recipientes no qual estão contidos os resíduos, até que seja realizada a coleta externa.
 
Coleta e transporte externos: recolhimento dos RSS do armazenamento externo, sendo encaminhado para uma unidade de tratamento e destinação final.